Opinião Formada


Comédia involuntária made in Brazil.

Os verdadeiros iniciados no que seja comédia involuntária ja conhecem a Gizele, mas pra quem não sabe ainda de quem se trata, um resuminho Walita sobre a figura: uma garota capixaba, fã da Madonna, que resolveu traduzir, por conta e ao pé da letra, os crássicos da sua musa. E fez isso com um colega e um tecladinho de churrascaria, e gravou. E, mais ainda, a garota se leva a sério. Pois bem, essa guria tem um CD, chamado "Em Busca da Vitória" (eu não conseguiria inventar um nome desses). E se você, incauto fã do que não presta no mundo, quiser ouvir, recomendo amplamente. Pra baixar, aqui tem todas as músicas do CD. High comedy.

 



 Escrito por Double Down Trent às 17h13 [   ] [ envie esta mensagem ]




3 Coisas que eu não entendo...

1 - Por que estacionamento de shopping traz a tona o pior nas pessoas? Pais de família pacatos e pagadores de seus impostos viram monstros e começam  a fechar os outros a torto e a direito quando entram em um estacionamento de shopping...

2 - Por que me constrangem as matérias sobre as olimpíadas que mostram "o lado humano dos Jogos Olímpicos"? Por que consigo ver qualquer atleta falando mas tenho ganas de mudar de canal quando a mãe ou pai deste atleta aparece?

3 - Por que a Heloísa Perissé ainda está empregada? Será que sou só eu que não consigo alcançar o nível de humor que ela e a parceira lá dela fazem? Tem quem goste, obviamente... e mais ainda: se elas são o Plano A pro humor da Rede Globo, quem seria o Plano B?



 Escrito por Double Down Trent às 14h06 [   ] [ envie esta mensagem ]




Respondendo...

Ei, começou: uns dois ou três mais de perto me mandaram mensagens de e-mail dizendo que eu estava insano de malhar a Rosana Hermann aqui, e até uma moça que não conheço deixou um comentariozinho argumentado. Eu não malhei a digníssima na verdade, eu só discordei de um ponto, mas enfim, só me resta dar linha...

Ariadne, vamos por partes: você colocou que não se trataria de vaidade, seria simplesmente lógico que, se a coisa corresse mundo com o nome dela seria ok, mas fora disso seria revoltante. Discordo. Veja bem, a cidadã é jornalista, faz textos profissionalmente lá pro pessoal que emprega ela, ou mesmo vende free-lancer, seja lá como, ok? e ela faz um blog. Duas coisas diferentes, me parece: uma coisa é fazer texto pra vender, outra é fazer texto por que se gosta da coisa e pronto, postar as coisas do dia a dia que mexem com a pessoa.

Ok, o texto do "Herbert" é segunda categoria, claramente. Aí um fulano, por que gostou do texto, copia e cola... e muda umas coisinhas, a propósito... pra não ganhar nada com isso, só por que gostou! Pra mim, a sutil diferença entre o charm e o funk é essa: se alguém forwardeia texto meu, feito por emoção, e não ganha nem um tostão com isso, tá ok, mesmo, o texto continua sendo meu e que bom que está sendo visto. Mas o que ela quer é só reconhecimento... por que, claro, ela é jornalista, ela vive disso. Acho incongruente se querer ganhar algo, mesmo que seja só reconhecimento, com algo que se escreveu emocionado pra desabafar. De repente sou eu o errado, já aconteceu antes... mas continua me parecendo vaidade.

Claro que, se alguém ganhar um centavo com algo que escrevi, parto pra cima deste com a fúria santa. Mas até lá, e me parece que não é o caso, melhor que fique assim.

Ah, amigo preocupado: tá tudo ok, os "queridos leitores" não vieram pra cima de mim (infelizmente, inclusive). Até por que meu comentário lá sumiu coisa de três horas depois que fiz, problema de servidor ao que parece. Ficou assim.



 Escrito por Double Down Trent às 10h07 [   ] [ envie esta mensagem ]




Já que estou amarguinho...

Bom, sobre Sex and The City, eu poderia dizer algo, mas eu não poderia dizer melhor que esse cara aqui disse. Então, só posso dizer que assino embaixo.

 Escrito por Double Down Trent às 11h28 [   ] [ envie esta mensagem ]




Vaidades e "Vaidade".

Da série de spams que circula pela rede, um dos últimos é um texto supostamente do Herbert Vianna intitulado "Vaidade". Caiu na minha caixa de correio e nem li, claro, como de hábito. Pois bem: no seu blog (que eu não leio, mas parece que tem bastante gente que lê), a Rosana Hermann reinvindica a autoria, dizendo que ela publicou o texto no blog lá dela antes, que modificaram pra colocar o nome do cara ao fim e tal. Meu ponto: por que razão alguém reinvindica autoria de coisa que publicou em blog? Nào era pra rodar mundo mesmo, cazzo? E só por que não rodou mundo com seu nominho embaixo, isso por acaso prejudica a mensagem, seja ela qual for? Existe coisa mais fácil de ferir que vaidade de blogueiro?

Enfim, o texto se chama Vaidade. Que adequado.

P.S - Um dia ainda vou escrever sobre isso de o Herbert Vianna estar sendo incensado... sem que nem mesmo se toque no fato de que a esposa dele morreu no ultraleve que ele dirigia. Mas meu humor tem de estar mais leve do que está agora.



 Escrito por Double Down Trent às 10h58 [   ] [ envie esta mensagem ]




Como é difícil saltar com um país nos ombros...

Vamos lá: pra quem acompanha esporte, a Daiane dos Santos não é novidade(mesmo eu tendo errado o nome dela num post anterior...). Ela sempre, há tempos, é o melhor potencial físico da ginástica brasileira... neste ponto, um fenômeno. Mas seus técnicos simplesmente nào conseguiam tirar dela o suco que ela tinha pra dar.

Um dia passei pelo Centro de Excelência da Ginástica (que é aqui em Curitiba), coisa de ano e meio atrás, e fui ver a equipe nacional treinar. E uma coisa, entre muitas, eu notei: pras outras meninas, sempre haviam gritos de incentivo, "vamos", "força", "vai!", coisas neste sentido...  e pra Daiane era sempre "calma", "segura", "tranquila, Dai", este tipo de coisa. Hm, isso disse pra mim muito a respeito dela: ela sempre passava do movimento, e era muito ansiosa. Faltava a ela domínio do corpo, como aqueles garotos de dois metros de altura que não se acostumaram com o tamanho ainda.

Isto era no começo da era Ostapenko. Esse cara veio da Ucrânia pra colocar a equipe nacional em nível de competição internacional. E fez nisso um excelente trabalho: as meninas estavam nos cascos, como nunca estiveram... e como talvez nunca mais voltem a estar. Aí, resolvido o grande problema, faltava o pequeno...

Quase dava pra ver a nuvem negra formando em cima da Daiane. Ela nunca lidou bem com situação de pressão extrema, e se há pressão em algo, é na ginástica: uma chance só, faz ou não. Isso em processo de recuparação de uma cirurgia no joelho. E ela ficou ouvindo todo dia, o dia todo, a imprensa nacional dizendo dela ser esperança de medalha, de que só ela fazia os duplos twists, que se ela queria ter chance de ouro ela tinha de acertar os dois. Quando no último dia antes da final o técnico isolou ela da imprensa, eu só pude lamentar pensando que era tarde demais.

O resto foi consequência, da ansiedade e do amadorismo de quem geriu a situação (COB? Confederação de Ginástica?). Só um adendo: enquanto esporte no Brasil não for questão social, enquanto não se colocar o povo pra praticar mesmo, enquanto não se for nas escolas pra medir a criançada e pra apresentar eles pra todas as modalidades pra ver do que eles gostam e dar oportunidade de dar sequência, vamos viver dos Scheidts e das Daianes que de vez em quando vão aparecer, e vamos ser um país triste por que poderíamos ser bem melhor representados nas olimpíadas, como Cuba é, por exemplo. Nós poderíamos ser a Austrália, o Canadá, algo assim, e se não somos, é por incompetência de quem gere o esporte nacional. 



 Escrito por Double Down Trent às 09h53 [   ] [ envie esta mensagem ]




No moedor

Bom, meus leitores (é, vocês dois aí, no cantinho...), estou trabalhando que nem gente grande, então esse barraco está meio largado. Espero logo mais, conceituar sobre a derrota da Daiane dos Santos e sobre a culpa que a imprensa tem nisso. Até lá, uma consideração: eu vi, ontem, um advogado com os cabelos agrisalhados e... com o brinco do George Michael, aquele com a cruzinha. Existe coisa mais anos 80? É possível?

 Escrito por Double Down Trent às 12h02 [   ] [ envie esta mensagem ]




Imprudente.

Bom, resolvi perder 5 min de minha vida e dar uma olhada no blog da Vanessa, ops, Wanessa Camargo. Três rapidinhas a respeito:

1 - Foi-se o tempo em que ela sonhava ser uma espécie de Sandy. Elas seguiram caminhos diferentes, basicamente por que ela deu mais cedo. Não que eu dê a mínima, mas enfim. Agora, ela é o que ela é. Ah, o novo CD dela chama-se "Transparente". Insira sua observação maldosa aqui.

2 - Ela está fascinada com telefones com câmera digital, e eu fiquei me perguntando quando vi: em que mundo esse pessoal vive?

3 - É muito mais fácil tirar a pessoa de Goiás que tirar Goiás da pessoa.



 Escrito por Double Down Trent às 11h00 [   ] [ envie esta mensagem ]




Teoria sem conspiração - De como Senna morreu (possivelmente) por causa do alemão.

As vezes dez anos tiram a perspectiva que se tem das coisas, as vezes eles te dão um distanciamento maior. E as vezes eles te fazem esquecer de como aconteceu. No caso da morte do Senna, eu me lembrava do milagre mas não lembrava do santo: pra mim, Senna tinha morrido em segundo.

Na verdade, a verdade é outra. Ele estava em primeiro na corrida de Imola quando deu no muro. Mas as coisas não são tão simples. Por que eu me lembrava dele em segundo? Por que eu tenho tão firme dentro de minha cabeça que ele morreu por erro e não por defeito? Por que eu tinha em minha cabeça que ele teria morrido por causa do Schumacher? Fui pesquisar, reavivar as lembranças.

Voltando no tempo. 1993, onde começou a cadeia de eventos que acabou na Tamburello. Neste ano, a nêmese de Senna, Alain Prost, andava na equipe mais poderosa da F1, a Williams. Já havia acabado o tempo doce em que Senna podia competir de igual pra igual com o cara: Prost agora tinha muito mais carro. E ele não era o Mansell, um piloto um furo abaixo do qual dava pra tirar a diferença de carro na pilotagem. Não, Prost era do mesmo nível de Ayrton, e ele sabia disso.

Naquele ano, Senna foi o cara mais infeliz do mundo: só conseguiu competir com as Williams de vez em quando, viu Prost ser campeão do mundo pela quarta vez (ganhando honras de melhor piloto de sua geração)... e Senna passou o ano pedindo um doce: queria andar na Williams de tudo quanto era jeito. Deixou claro que dinheiro não era problema. E deram o doce pra ele, com bônus: Prost não correria em 1994. Senna só tinha uma coisa pra se preocupar: o novo Senna, revisto, ampliado e melhorado, vindo da Alemanha.

Esse cara surgiu de maneira muito semelhante a que o próprio Senna surgiu... e em 1994, até acredito que Senna nem levou o cidadão muito em conta no começo da temporada. Ele estava um título atrás do Prost, e pensava que o adversário viria da própria Williams. Tenho certeza que passou pela cabeça dele o tempo do Piquet na escuderia inglesa, em que ele lutava contra tudo e contra todos, e mesmo assim ganhou lá título mundial. E creio que ele se achava sinceramente melhor que o Piquet, achava que pra ele seria duro mas nem tanto. Ele nem viu de onde veio o alemão.

Pano rápido, estamos em Imola: veja que nesta corrida (a terceira da temporada), Senma estava sem pontos na temporada (um erro besta dele mesmo no Brasil, um acidente na corrida seguinte). Schumacher ganhou as duas corridas, mesmo com um carro inferior, no braço... de maneira parecida à que muitas vezes senna mesmo tinha feito com a Lotus. Em Imola, começou na frente mas... o alemão em segundo, tirando diferença. E chegando.

O resto é história: ele estava dirigindo no fio da navalha, fugindo em desespero e procurando competir como já tinha feito antes (lembre-se que o Senna não era um cara imune à erros, muito pelo contrário: ele era tão competidor que de quando em vez passava do ponto...), foi num muro que já tinha feito vítimas antes dele, e possivelmente jamais se saberá se ele errou ou se houve um defeito mecânico, a famosa luva na barra de direção. Eu acho que o cara errou, mas jamais vai se saber.

O fato é que, certamente, isso feriu o lugar na história que ele poderia vir a ocupar: era imprescindível que ele conseguisse duelar com o maior pra ser considerado do mesmo patamar. Do jeito que aconteceu, ele fica sendo um dos grandes, possivelmente um dos dez da história, no patamar de Prost e Piquet, entre outros mais, e certamente a história dirá que ele foi o maior piloto de chuva da história. Mas não um dos três maiores de todos os tempos: essa glória o acaso reservou para outras pessoas... Uma delas o campeão de 1994, com a Benetton, Michael Schumacher.



 Escrito por Double Down Trent às 10h27 [   ] [ envie esta mensagem ]


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