Top 5 - Cenas de sessão da tarde.
Tem umas cenas que, se você tromba com alguém vendo o filme na sessão da tarde, você para pra ver junto... as minhas (claro, há muita comédia involuntária no pacote...) seriam essas:
5 - A cena da luta cega do Jean Claude Van Damme, (jogaram um pozinho nos olhos dele...) em "O Grande Dragão Branco"
4 - A cena em que o Stallone-Rocky não só bate o russo mais forte que ele (com o melhor nome de russo malvado do mundo, Ivan Drago), em plena Rússia, no auge da Guerra Fria, como também faz um apelo pró paz mundial, em "Rocky 4"
3 - A cena da chamada, em "Curtindo a vida adoidado"... "Bueller? Bueller"?
2 - "E atenção, Daniel Larusso vai lutar! Daniel Larusso vai lutar"!
1 - "EU NÃO SEI NADA! EU NÃO SEI NADA" - Do maior clássico da sessão da tarde, o imortal Curso de Verão.Com um bônus: parece que nos comentários do site do Arnaldo Branco, disseram que o Chainsaw do Curso de Verão é a cara do Rafa da MTV... e não é que é mesmo? Agora posso chamar o pior VJ da história de VJ Chainsaw.
Claro, isso é de primeira pensada... eu duvido que alguma cena bata a número um, mas tenho certeza que esqueci alguma coisa... bom, quem quiser deixar seus dez centavos nos comentários, por favor.
Escrito por Double Down Trent às 12h32
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Por que eu amo esporte (motivo 131) - Januário de Oliveira.
Quem hoje vê jogos de futebol com Galvão Bueno na Globo, tem menos de 25 anos e não tem TV por assinatura só lembra dele como locutor esportivo no Brasil. Francamente, se esse fosse o meu caso, eu pensaria no enforcamento, mas enfim... O caso é que o país tem alguns bons locutores esportivos nas TVs por assinatura, mas a TV aberta já teve bons locutores, como Januário de Oliveira.
Este cara é carioca, e a história que estou contando nos leva pro começo dos anos 90. Nesta época, a Bandeirantes comprou os direitos do campeonato carioca, e toda segunda passava um jogo ao vivo, de noite. Eu não gosto do futebol carioca, acho lento e sem graça, mas eu assistia por que curtia o trabalho do sr. de Oliveira... e a equipe dele era bacana: comentando, o Gérson "canhotinha de ouro", que jogou na seleção, campeão em 70; e nas reportagens, um cara que é repórter de campo até hoje, chamado Addison Coutinho. Uma equipe em que o todo era maior que a soma das partes, os caras se complementavam. Mas a festa, quem fazia era o Janusca: apelidava os jogadores, brincava com tudo e com todos, via aspectos folclóricos do jogo, focalizava o torcedor que sofria, ou que estava alegre, se colocava no lugar dele. Era uma transmissão com alma.
Com o tempo, aquilo entre eu e os meus amigos virou um ritual: quando jogava o Fluminense, a gente tinha que ver. Por que? Janusca e Gérson eram Flu descarados.. .e não tinham a mínima vergonha de mostrar sua preferência, e, mais ainda, de malhar o Flu impiedosamente quando jogava mal. Acreditem, isso acontecia bastante. Num jogo, salvo engano contra o Itaperuna, em que o Flu não conseguia furar a retranca no meio do segundo tempo, o Gérson mandou uma clássica: "pra ganhar o jogo FÁCIL, NO MOLE, o Flu tem que pegar, desses TRINTA que tem no meio campo, abrir DOIS! ABRE DOIS que ganha". Quando Januário perguntou que dois deveriam abrir, Gérson mandou: "qualquer dois, é tudo japonês aí nesse meio campo, NINGUÉM SABE NADA!" E era a mais pura verdade.
E a Band passava, domingo a tarde, o brasileiro. Hoje, a Globo faz assim: quqndo tem gol em outro jogo, o locutor anuncia, depois de 30 segundos ou mais de espera, que teve o gol, e depois de um minuto ou mais esperando a bola sair, ou o jogo que se está transmitindo parar, se passa o gol do outro jogo. E as torcidas que não estão com os jogos de suas equipes na TV aquele dia passam esse minuto e meio ansiosas, com o coração na boca, pra saber se o seu time fez ou tomou gol.
Pois bem, na primeira rodada em que a Band passou o brasileiro, há coisa de doze anos, acho, Janusca e Gérson trabalhavam num joguinho mixo do Flu, quando saiu um gol. E Januário, assim que avisado, pôs no ar, assim: "tem gol, e gol não espera, GOL É FESTA!". E ficou assim, sempre: na hora, sem ligar pra onde estava a bola, ou se havia uma situação de perigo no jogo original, entrava o gol, precedido por esse bordão.: "gol não espera, gol é festa!" E, caraio, ele estava absolutamente certo! Tem um Brasil te assistindo, gente vendo o jogo mas pensando no que o seu time está fazendo no outro jogo da rodada... essa pessoa não pode, não deve esperar! Essa torcida tem, no meu entender, o sagrado direito de ver o que aconteceu tão logo seja possível. É injusto fazer tanta gente ficar nervosa. Tem gente esperando pra ser feliz por que seu time fez um gol, e felicidade tem de ser na hora. GOL NÃO ESPERA, GOL É FESTA!
Escrito por Double Down Trent às 11h48
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