Autocontrole.
Finalmente, tenho um minutinho sobrando pra falar do dia em que Tom Cavalcanti fez a Patricia de Sabrit chorar. E chorar. E chorar.
Estávamos eu e a digníssima na praia, no comecinho do ano. Pois bem, como já reclamei aqui, na praia só tinha tv aberta, e acreditem: o programa do Tom Cavalcanti, em um dado momento era a melhor opção, então ficamos por lá. No intervalo vou à cozinha fazer um lanchinho... quando a digníssima me chama pra ir na sala, correndo, e eu vou... está na tela a Patricia de Sabrit, chorando de soluçar.
Explico: era um quadro do programa chamado "Autocontrole", que funciona assim: eles medem os batimentos cardíacos do convidado em repouso, calculam mais uma porcentagem e, se a pessoa responder as questões do Tom sem se emocionar, sem os batimentos irem além deste limite, ele ganha uma quantia em dinheiro. E a de Sabrit se submeteu.
A história: a cidadã se casou com o Fábio Júnior, é, ele mesmo, o cantor. Está até no Guia dos Curiosos como foi o casório:
"Outro caso de casamento-relâmpago e separação-instântanea foi a do casal Fábio Junior e Patrícia de Sabrit. O cantor conheceu a atriz em seu programa na TV Record e, um mês depois, decidiu trocar alianças. O enlace durou apenas quatro meses".
Pois bem, Fábio Júnior é, na minha humilde opinião, o comedor dos comedores. Confirmamos até com um porteiro da Globo quando estivemos lá: o cara não merece ser citado com os outros comedores que já atravessaram a Terra, ele tem é que ser o nome do troféu (como por exemplo, na frase "o atual bi-campeão do Troféu Fábio Júnior para o maior pegador do país é Dado Dolabella"). O cara namorava e casava, pra se divorciar em seguida. No currículo dele, fora os inúmeros casinhos, 5 casamentos desfeitos , incluindo Glória Pires no auge, Guilhermina Guinle e... Patrícia de Sabrit.
Na minha mente deturpada, é como se tivesse sido de propósito. Consigo imaginar perfeitamente a pessoa pensando: "bom, eu já fiz isso,aquilo e aquilo outro... mas como poderia me superar? Hm, seduzir e depois dar o bico no pêssego mas fresco do pote...". Claro que não foi beeeeeeeeeem assim, mas se fosse de propósito não teria sido mais bem feito.
Voltemos ao programa: a primeira coisa que o Tom mostrou... cenas do casamento da Patrícia de Sabrit com o Fábio Jr. Eu não peguei esta cena, mas a digníssima me assegura que foi cinematográfico: ela começou a chorar de soluçar NA HORA e os batimentos foram a 140.
Segue o programa, e algumas perguntas mais "soft" são feitas. e a Patrícia conta a sua história: conheceu o Fábio, ele moveu mundos para que eles se conhecessem e ficassem a sós, fez TODO o trabalho de base e mais um pouco... em um mês de namoro eles estavam pra casar, casaram, e quatro meses depois tinham se separado.No processo, ela, que é de uma família conceituada (ela se chama Patrícia Renaux Chamagne de Sabrit), virou uma mulher descasada. Mais ainda: o cara não terminou formalmente, só foi embora; ela nunca ouviu "acabou" da boca dele. E, mais ainda, ela não superou, aliás nem começou a superar. Frases da digníssima: "essa vai começar a sair com homens de novo só depois dos trinta e poucos" e "esse cara estragou a coitadinha!". E é exatamente como eu vi a moça: demolida pelo casamento desfeito e ainda apaixonada pelo ex (bom, isso ela disse).
Eu já estava com pena da moça quando veio a cerejinha do bolo: na última pergunta, o Tom Cavalcanti colocou a música do Fábio Júnior que ela mais gostava (por coincidência, "Eu Choro"...) e... nem conseguiu perguntar nada pra Patrícia. A moça desmontou. Eu nunca tinha visto nada assim: no programa inteiro ela tinha tentado manter uma postura digna, chorandinho mas postada, só que quando viu o clipe da música, por três segundinhos,ela perdeu o chão completamente. De tudo, duas certezas: a primeira, que Tom Cavalcanti merece ir pra ala João Kléber do inferno desde já, e a segunda, de que é possível destruir uma pessoa sem que essa pessoa nem perceba o que a destruiu.
Escrito por Double Down Trent às 14h06
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Por que eu amo esporte (motivo 12) - Maria Sharapova.
Quando se cita o nome de Maria Sharapova, a primeira associação que se faz é com Anna Kournikova, outra tenista russa com cara de lolita que agora namora o Enrique Iglesias. E, realmente, o rosto de bebê está lá, pra quem quiser ver. Maria Sharapova é belíssima, sim. Mas faz favor de tirar o olho da moça um minuto, sim? Aqui, por um instante se vai falar do tênis que a moça joga.
Vi pela primeira vez nesta semana uma partida inteira da Sharapova, no Aberto da Austrália. Ela, 4ª do mundo, enfrentando a 5ª, uma outra russa chamada Svetlana Kuznetsova. As russas são um "clubinho fechado", todas elas se dão muito bem entre si... e a Sharapova não faz parte deste clubinho, por ter ido pros EUA treinar muito novinha. Motivado por isso, vou ver o jogo... e as duas primeiras coisas que noto:
1) Como ela é magrinha!
2) Todo ponto, pra ela, é um sacrifício.
Explico: a Sharapova joga batendo pesado na bola, sem ter o corpo para tanto. Em cada batida na bola, ela grita, não somente o grito gutural de descontração do diafragma que seria quase normal... mas sim algo mais. Em toda batida, ela joga o corpinho inteiro na bola, pra dar mais peso. A garota se atira em toda santa bola.

No meio do jogo, comeci a torcer pela Sharapova por que ficou claro pra mim que ela é um triunfo da vontade: embora não seja especialmente dotada de atributos atléticos e não seja fisicamente mais forte que ninguém, ganha jogos por que treinou mais, é mais forte mentalmente que seus adversários e por que não se permite perder. Como fazia o Guga.
Só que isso tem seu preço: a russinha termina todo santo jogo extenuada, é uma garota de 17 anos de idade e esse tipo de jogo cobra preço no futuro, especialmente no tênis, que é um esporte de movimentos repetitivos. Depois de ganhar esse jogo que eu vi, "no pau da goiaba", ela quase não conseguiu falar na coletiva. Chegou na sala de imprensa em cadeira de rodas. Ganhando ou perdendo, a menina deixa um pedaço da alma na quadra.
Torço sinceramente pra que essa garota consiga se livrar de contusões, mas é prudente quem tiver a oportunidade de ver, ir ver o mais rápido possível. É inspirador, a moça é bonita sim e o tênis dela pode não durar muito.

Escrito por Double Down Trent às 13h49
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