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E no Carnaval de 2.002...
Um escrito não relacionado com o conteúdo do dia-a-dia desta baiúca me lembrou de um dia... Faz tempo, no Carnaval de 2.002. Deixa eu contar esta história procês... Tem a ver com o dia em, figurativamente, dois trens descarrilharam ao mesmoi tempo, em cima de um trio elétrico... à história, pois:
Daniela Mercury, pra quem não sabe, poderia ser a rainha da música baiana, e efetivamente já foi um dia. Ela tem um trio elétrico em Salvador (nao sei se o trio é dela assim, mesmo, mas enfim) que sai todo Carnaval, e... tinha uma aura sobre si, uma espécie de ascendência sobre as demais cantoras baianas, Ivete Sangalo incluída. E todo mundo sabia disso... mas Daniela Mercury queria ser mais que a rainha do chamado axé music: a moça tinha pretensões de fazer arte mais, hm, elevada, ela é bailarina de formação pelo que consta. Então, a cidadã tem váááários flertes com outros nichos musicais (da MPB até a música eletrônica), e pro Carnaval de 2.002 chama, pra subir no trio dela, a Luciana Mello, a filha do Jair Rodrigues.
Esta moça tem, ou já digo tinha, todo o potencial do mundo pra ser a grande cantora negra que o país ainda não teve. Tem a voz, tem (?) a ginga e tem até a ascendência. Portanto, quem melhor pra emprestar autenticidade às pretensões da Daniela? E ao mesmo tempo, quem melhor pra dar penetração popular pra (meio esnobe até hoje) Luciana? Parecia um casamento feito no céu.
Aí rolou o dia... e eu não sei explicar o que aconteceu. A química era terrível; elas pareciam que não estavam se divertindo juntas, o povão nunca entendeu a piada, rolaram umas vaiazinhas esparsas... e se foi,ao mesmo tempo, o verniz popular que a Luciana Mello queria tanto, junto com a aceitação popular e a influência sobre as outras cantoras baianas que a Daniela tinha. Num dia só, duas carreiras foram atrasadas em anos, possivelmente jamais voltando ao ponto onde já estavam... e como maior consequência a Ivete Sangalo ganhou o título de rainha do axé por default, título que ela só perde nos próximos anos se pisar feio na bola.
Escrito por Double Down Trent às 18h21
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(Mais) Sobre o Dia Internacional da Mulher...
Bom, agora está mais claro pra mim o que era um incômodo vago somente ontem. O que eu fiz: ignorante confesso que sou, perguntei pra Digníssima por que o Dia era 08 de março e não 02 de abril ou 14 de setembro, e ela me contou a história que a Si também contou em resposta ao post (ei, brigado!). Ok, justo, correto que esta data seja valorizada. Só que... vejam: se um instituto de pesquisas fosse pra rua ontem e perguntasse pra um universo de mulheres assim: "você sabe que data é hoje, 08 de março", imagino que no máximo 10 por cento das mulheres saberiam. E, se esta mesma pesquisa perguntasse, só pras que sabem, "por que o Dia Internacional da Mulher é no dia 08 de março", desses 10 por cento, quantas saberiam responder? 10 por cento dos 10 por cento, se muito, imagino, correndo o risco de estar errado mas convencido de que a percepção geral é meio essa mesmo.
A minha noção é que a data é, sim, em muito desperdiçada. Uma data que poderia servir pra discussões sérias sobre o estado em que se encontra a condição feminina não tem ninguém pra promover estas discussões, nem no Brasil, nem no mundo. A ONU não faz nada, e se reconheça, não há um "Greenpeace das mulheres", uma ONG poderosa e com penetração na mídia capaz de promover isso. Então, o que acontece é que o Dia Internacional da Mulher acaba sendo uma espécie de Dia da Secretária ampliado: as mulheres recebem uns "parabéns pelo seu dia", uma flor cada uma no trabalho (dos patrões que se lembraram, e são poucos...), e quando termina o dia nada acontece, nada muda, a coisa toda continua igual e a vida segue. E é uma pena que seja assim.
Escrito por Double Down Trent às 12h07
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Beautiful day...
Pra quem gosta de U2, esporte e fala inglês... aqui, ó.
Escrito por Double Down Trent às 16h17
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Momento babuíno...
Bom, hoje é o dia internacional da mulher... e vou me permitir um questionamento: essa data não tem a maior cara de data "inventada"? Nem sei bem o que quero dizer com isso, mas... é que me parece que é uma data sem tradição, sem ninguém pra fazer com que ela fique na nossa mente... muito embora, pra que uma data tenha tradição, ou pra qualquer coisa ter tradição, alguém tem de começar, ok. Mas o que me ocorre é que, se fosse realmente importante que as mulheres tivessem o seu dia internacional, haveriam eventos que me lembrariam deste dia e nenhuma mulher esqueceria dele... enfim. De repente estou viajando, tem acontecido muito... talvez eu tenha de elaborar melhor isso. Se há um dia para aumentar o reconhecimento da mulher e ninguém sabe disso, o dia não está sendo aproveitado como poderia. É uma data, uma efeméride, mas também é um desperdício.
Escrito por Double Down Trent às 15h45
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Continua a maldade...
Verdade seja dita: na primeira corrida de Fórmula 1 da temporada, o Rubinho se comportou direitinho e tal... e, pra ser justo, tem de ser dito que ele não perdeu do alemão. Agora, ele perde pra qualquer um, inclusive pros Fisichellas da vida, indistintamente. Que fetiche por ser segundo, sô.
Escrito por Double Down Trent às 15h27
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A vida surreal.
Se você tem TV por assinatura, tem no seu pacote a E! Entertainment Television e tem o gosto pela comédia involuntária que eu tenho, faça um favor a si mesmo e veja o "The Michael Jackson Trial". O seguinte: todo santo dia, eles pegam as transcrições do julgamento e encenam, com atores, os fatos "importantes" do dia, os depoimentos, as argumentações dos advogados e das testemunhas... E eles tem um time de advogados que comenta cada passagem... acreditem, i-na-cre-di-tá-vel. Só de ver o ator que faz o Michael Jackson olhando fixo pra testemunha é de morrer de rir. Petáculo.
Escrito por Double Down Trent às 15h24
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